Jerusalém

A cidade luz, localizada em um planalto nas montanhas da Judeia entre o Mediterrâneo e o mar Morto, é uma das cidades mais antigas do mundo. É considerada sagrada pelas três principais religiões abraâmicas — judaísmo, cristianismo e islamismo. Jerusalém é totalmente única - não há outro lugar no mundo como ela. Uma cidade de tradição, religião e história, mas também, cada vez mais, de cultura e patrimônio modernos, é uma cidade com muito a oferecer que você poderia passar anos aqui e ainda não ver tudo.

Cidade de Davi

A Cidade de Davi ou David  é região habitada há mais tempo da cidade israelense de Jerusalém, e um de seus principais sítios arqueológicos. Consiste de um promontório estreito que avança rumo ao sul, a partir do Monte do Templo. Foi uma cidade cercada por muralhas durante a Era do Bronze e, de acordo com a tradição bíblica, teria sido ali que o rei Davi construiu seu palácio e estabeleceu sua capital. A Cidade de Davi tinha como defesas naturais o vale de Tiropeão, a oeste, o vale de Geena ao sul, e o vale do Cedrom a leste (embora com o tempo este vale localizado a oeste tenha deixado de ser tão profundo, devido à ocupação humana).

O Muro das Lamentações

O Muro das Lamentações ou Muro Ocidental é o segundo local mais sagrado do judaísmo, atrás somente do Santo dos Santos, no monte do Templo. Trata-se do único vestígio do antigo Templo de Herodes, erguido por Herodes o Grande no lugar do Templo de Jerusalém inicial. É a parte que restou de um muro de arrimo que servia de sustentação para uma das paredes do edifício principal e que em sí mesmo, não integrava o Templo que foi destruído pelo general Tito, que depois se tornaria imperador romano, no ano de 70.  Muitos fieis judeus visitam o Muro das Lamentações para orar e depositar seus desejos por escrito. Antes da Guerra dos Seis Dias, em 1967, o local era chamado de Mughrabi Quarter ou o Quarteirão Marroquinho que, a ordem do prefeito de Jerusalém, 135 famílias árabes foram removidas para a abertura da esplanada do Muro das Lemantações.

O Primeiro Templo, ou Templo de Salomão, foi construído no século X a.C., e derrubado pelos babilónios em 586 a.C. O Segundo Templo, entretanto, foi construído por Zorobabel após o Exílio Babilônico, e voltou a ser destruído pelos romanos no ano 70 da nossa era, durante a Primeira Guerra Judaico-Romana. Deste modo, cada templo esteve erguido durante 400 anos.Quando as legiões do então general Tito destruíram o templo, só uma parte do muro exterior ficou em pé. Tito deixou este muro para que os judeus tivessem a amarga lembrança de que Roma vencera a Judeia (daí o nome de Muro das Lamentações). Os judeus, porém, atribuíram-no a uma promessa feita por Deus, segundo a qual sempre ficaria de pé ao menos uma parte do sagrado templo como símbolo da sua aliança perpétua com o povo judeu. Os judeus têm pregado frente a este muro durante os derradeiros dois milênios, crendo que este é o lugar acessível mais sagrado da Terra, já que não podem aceder ao interior da Esplanada das Mesquitas, que seria ainda mais sagrado..

Cenáculo

O Cenáculo (do latim Cenaculum) é o termo usado para o sítio ou local onde ocorreu, de acordo com os cristãos, a Última Ceia e onde atualmente se encontra um grande templo. A palavra é um derivado da palavra latina cena, que significa "jantar". 

O Cenáculo reside no andar superior de um edifício no Monte Sião, em Jerusalém, o edifício está agora na Igreja da Dormição, atrás da casa franciscana. O atual quarto tem um estilo gótico particular de século XIV.

Segundo os arqueólogos no decurso dos séculos diversos edifícios foram construídas sobre o cenáculo, o edifício original foi uma sinagoga provavelmente utilizada por judeus e cristãos. O edifício foi poupado durante a destruição de Jerusalém sob Tito (70 d.C.), e três paredes originais ainda existem: o Norte, Leste e Sul. O Cenáculo é dividido por três pilares em três naves. Os pilares e os arcos, janelas e outros elementos arquitetônicos gótico, uma clara indicação da sala foi construída pelos cruzados no início do século XII, em cima de uma estrutura muito mais antiga.

Davidson Center

Parque Arqueológico de Jerusalem - Davidson Center - Este belo museu, que combina arquitetura moderna e ruínas antigas, pode ser encontrado à saída do muro ocidental, antes do Dung Gate. Aqui você aprenderá sobre a antiga Jerusalém na época do 2º Templo. Quando você pisa para fora no parque arqueológico você encontrará restos de arcos, a principal rua comercial de Jerusalém, banhos rituais e muito mais. Cada pedra conta uma história de Jerusalém durante um período diferente de regra. O museu contém exposições interiores (e com ar condicionado) de descobertas antigas, incluindo lâmpadas de óleo, cerâmica e moedas antigas.

Davidson Center é o lar de alguns dos achados arqueológicos mais intrigantes e importantes do período do Segundo Templo. Os pesquisadores descobriram uma rua ampla e impressionante perto do muro ocidental. Aparentemente, esta rua costumava ser a rua principal da área e foi visitada freqüentemente por peregrinos, turistas e sábios como Rabi Yohanan ben Zakkai e Rabi Akiva. Caminhe nas pedras do pavimento da rua e mergulhe na história da antiga Jerusalém, onde milhares de judeus caminharam 2000 anos atrás, indo para o Monte do Templo. Andando pela rua, você também notará pedras enormes. Essas pedras foram derrubadas dos muros do Monte do Templo e têm estado lá desde então.

Getsêmani

Getsêmani (do aramaico, Gat Shmānê, literalmente "prensa de azeite") é um jardim situado no sopé do Monte das Oliveiras, em Jerusalém (atual Israel), onde acredita-se que Jesus e seus discípulos tenham orado na noite anterior à crucificação de Jesus. De acordo com o Evangelho segundo Lucas, a angústia de Jesus no Getsêmani foi tão profunda que "seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão. O jardim identificado como Getsêmani se localiza ao ínicio do Monte das Oliveiras,no vale do Cédron. Diante do jardim está a Igreja de Todas as Nações, também conhecida como Igreja da Agonia, construída no sítio de uma igreja destruída em 614 e que posteriormente foi reconstruída pelos cruzados e destruída novamente em 1219. 

Jardim da Tumba

O Jardim da Tumba é um túmulo talhado na rocha localizado em Jerusalém, que foi descoberto em 1867 e, posteriormente, foi considerado por alguns cristãos como o local do sepultamento e ressurreição de Jesus. A Tumba do Jardim é adjacente a uma escarpa rochosa que desde meados do século XIX tem sido proposta por alguns estudiosos como sendo Gólgota. Em contraposição a essa identificação moderna, o local onde tradicionalmente a morte e a ressurreição de Cristo são associados é a Igreja do Santo Sepulcro, pelo menos desde o século IV. Desde 1894, a Tumba do Jardim e seus jardins circundantes são mantidos como um lugar de culto e reflexão cristã por um fundo de caridade não-confessional cristão baseada no Reino Unido chamada Associação da Tumba do Jardim.

Via Dolorosa

Via Dolorosa é uma rua na cidade velha de Jerusalém, que começa no Portão do Leão e percorre a parte ocidental da cidade de Jerusalém, terminando na Igreja do Santo Sepulcro. 

De acordo com a tradição cristã, foi por este caminho que Jesus Cristo carregou a cruz. A rua possui nove das catorze estações da cruz. As cinco últimas estações estão no interior da Igreja do Santo Sepulcro. Entretanto, é impossível que Jesus tenha passado por ela, já que a rua não existia antes de um século após sua morte.

O percurso tradicional começa perto da Porta de Santo Estevão (Porta do Leão), na Escola Primária Umariya, onde se situava a fortaleza Antónia, e segue para poente (Oeste) em direção da Igreja do Santo Sepulcro.

Este percurso teve a sua origem numa procissão organizada pelos franciscanos no século XIV.

Bairro Judeu

O Bairro Judeu (em hebraico: HaRova HaYehudi ou simplesmente o Rova) é um dos quatro bairros tradicionais da Cidade Antiga em Jerusalém, Israel. Os 45 000 metros quadrados de área se encontram no setor sudeste da cidade murada, e se alonga desde o portão de Sião ao sul, junto ao Bairro Armênio a oeste, até ao Cardo ao norte e se estende até o Muro ocidental e ao Monte do Templo a leste.

Jaffa

JAFFA, a aldeia onde Pedro teve a famosa visão dos animais impuros. Esta é a mesma Jaffa do Profeta Jonas  e  outras  passagens  da  Bíblia.    A partir de 1950, Jaffa foi incorporada a Tel Aviv, formando uma única municipalidade e, por esta razão, a cidade israelense leva o nome oficial de Tel Aviv-Yafo. O nome significava, em hebraico, "bela". Acredita-se que esse nome foi dado à cidade por causa do brilho do sol que refletia nos seus edifícios.

Tel Aviv

Tel Aviv é a segunda maior cidade de Israel e por vezes referida como capital de fato e reconhecida internacionalmente. Sua população estimada em 2011 era de 405.000 habitantes, a cidade situa-se na costa mediterrânica de Israel. O nome Tel Aviv (literalmente "Colina da Primavera") foi escolhido em 1910 a partir de muitas sugestões, entre elas "Herzliya". Tel Aviv é o título hebraico do livro de Theodor Herzl , traduzido do alemão por Nahum Sokolow  a partir do Livro de Ezequiel: "Então eu vim para eles do cativeiro em Tel Aviv, ...”.

Tiberíades

Tiberíades  é uma cidade no norte de Israel que está situada às margens do mar da Galileia, o qual é conhecido também por mar ou lago de Tiberíades, foi fundada por volta do ano 20 d.C., pelo tetrarca da Galileia e Peréia, Herodes Antipas, filho de Herodes, o Grande, que fez dela a sede de seu governo. Segundo uma tradição (possivelmente lendária), ela foi edificada sobre as ruínas da aldeia israelita de Rakkat mencionada no livro de Josué. 

Em suas proximidades encontramos as famosas ruínas de Cafarnaum, onde a casa de sogra do Peter ficava e onde Jesus ficou como convidado e trabalhou muitos dos seus milagres, no Vale de Magdala. Ali encontramos também Tabgha, local do milagre do pão e do peixe, no próprio local do Sermão da Montanha. Ainda ao norte da Galiléia está BANIAS (CAESARIA FILIPPOS), uma das principais fontes do Rio Jordão, no Golan Heights.

Com a deposição de Herodes Antipas (exilado por Calígula), a cidade, juntamente com toda a tetrarquia, foi incorporada ao reino de Herodes Agripa I (ano 61). Durante a primeira guerra judaico-romana, Tiberíades foi ocupada pelo exército rebelde, comandado por Flavio Josefo que autorizou a destruição do palácio de Antipas, mas foi incapaz de impedir que a cidade fosse saqueada por seus soldados. Quando os romanos reconquistaram o domínio da Galileia, ela foi poupada porque, apesar de ter sido governada pelos rebeldes judeus, sua população, predominantemente helênica, manteve-se fiel a Roma.

Em 150 d.C., ao fim da Terceira guerra judaico-romana, o Sinédrio - o tribunal judaico -, que fugira de Jerusalém, decidiu instalar-se em Tiberíades, decisão que viria a tornar a cidade um foco da erudição religiosa judaica. A Mishná (chamada de "Torá Oral") provavelmente foi compilada em Tiberíades, pelo rabino Judá HaNasi, em torno de 200. Treze sinagogas foram instaladas na cidade, para atender às necessidades espirituais de uma crescente população judaica

Tabgha

Qumran

Qumran, Khirbet Qumran, “ruína da mancha cinzenta”, é um sítio arqueológico localizado na Cisjordania, a uma milha da margem noroeste do Mar Morto, a 12 km de Jericó e a cerca de 22 quilômetros a leste de Jerusalém. Situado na fissura do Mar Morto entre dois barrancos profundos, em uma área onde atividades tectônicas são freqüentes e a precipitação média anual é muito baixa. Qumran tornou-se célebre em 1947 com a descoberta de manuscritos antigos que ficaram conhecidos como os Manuscritos do Mar Morto. Em 1947, os primeiros manuscritos foram encontrados em uma caverna às margens do Mar Morto por um jovem beduíno que cuidava de um rebanho de ovelhas. 

Massada

Massada, que, provavelmente, significa "lugar seguro" ou "fortaleza", é um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto. O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado. Na parte leste, a face do penhasco se eleva 400 metros acima da planície circundante. Antes da construção do teleférico o acesso só era possível através de uma difícil trilha que serpenteia pela montanha. A primitiva ocupação do local era de uma fortaleza da Judéia. O rei Herodes, o Grande, aproveitou as características do local, naturalmente inexpugnável, para construir, na sua extremidade ocidental, um palácio, reforçando e ampliando a antiga fortaleza. Após a destruição do Segundo Templo pelos romanos no ano 70, rebeldes Zelotas fugiram de Jerusalém para Massada. Os romanos então construíram uma enorme rampa pelo lado oeste do platô e destruíram a muralha. 

Mar Morto

O mar Morto é um lago de água salgada em Israel.Com uma superfície de aproximadamente 650 km² em 2014, um comprimento máximo aproximado de 50 km e a uma largura máxima de 18 km, é alimentado pelo rio Jordão e banha a Jordânia e Israel. Em 1930, quando o mar Morto começou a ser monitorado continuamente, sua superfície era de aproximadamente 1050 km², com um comprimento máximo de 80 km e uma largura máxima de 18 km. O mar Morto tem esse nome devido à grande quantidade de sal nele contida, dez vezes superior à dos demais oceanos, donde decorre a escassez de vida em suas águas, qualquer peixe que seja transportado pelo rio Jordão morre imediatamente, assim que desagua neste lago de água salgada.

Cearéia de Filipe

Cesareia de Filipe (em latim Caesarea Philippi) era uma antiga cidade, localizada no sopé sudoeste do monte Hermon na atual região arqueológica de Banias. Por volta do ano 20 a.C. o rei Herodes, o grande, construiu aos pés do monte Hermon um templo branco de mármore, e dedicou a César Augusto. Quando Herodes morreu a cidade ficou nas mãos de seu filho, Herodes Filipe, que a ampliou, e embelezou, e a chamou de Cesareia de Filipe, para alcançar graça diante seu imperador Tibério César, e distingui-la da outra Cesareia, a capital romana na Judeia e porto marítimo muito mais conhecida, que ficava na costa. É hoje um local arqueológico perto da fronteira Israel-Síria, junto à nascente do rio Jordão.

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